Origems
O presidente de Zaiko Langa Langa, N'yoka Longo, esboçou sozinho a histórica de génese deste grupo mítico nascido em Kasa-Vubu, uma das comunas (Bairro) de Kinshasa, a capital do Congo. « Zaiko Langa-Langa foi criado em 24 de dezembro de 1969 por um colégio de fundadores cujo o falecido Moanda Di Veta (morreu em 1984), Henri Mongombe, Dela Marcelin e o falecido André Bita (morreu em 1993).
Faziamos parte de um grupo que se chamava Bel Guide Nacional. Neste grupo, havia entre outros Manuaku Waku, eu, assim com Gégé Mangaya, o meu actual Chefe de orquestra que passou por Thu-Zaïna e O.K. Jazz antes de integrar o Zaiko.
Tendo encontrado o conjunto Bel Guide em pleino ensaio, Papa Wemba que acompanhava o seu amigo, primo de Gégé Mangaya, que vinha de Bruxelas, pediu para improvisar a canção « Adios Tété » de Tabu Lay, que mais tarde viria à ser o Padrinho de Zaiko.
Papa Wemba
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Nyoka Longo
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Manuaku
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Papa Wemba surpreendeu todos, de maneira que D.V. Moanda propûs a dissolução de Bel Guide para criar o Zaiko Langa-Langa. Tudo partiu dalí. Portanto, Papa Wemba é de facto o detonador do conjunto Zaiko Langa-Langa. Foram considerados como pioneiros de Zaiko, Manuaku e eu assim com Papa Wemba que acabava de chegar. A primeira saida em público, do conjunto, teve lugar em 24 de março de 1970 no dancing bar Hawaï situado na rua Bongolo, no bairro Kimbangu e pronto, foi andando.
Simbolo de Tempo
A raiz giratória do árvore genealógica do Tout Choc Zaiko Langa-Langa foi, no início, composta pelos vocalistas Papa Wemba e Nyoka Longo ; dos guitaristas (violistas) Pépé Felly Manuaku, Teddy Sukami, Enoch Zamuangana, Zephirin Matima, Damien Ndebo e Muaka Pierre Oncle Bapius. Ainda os instrumentistas Baudoin Mitshio (Bateria) e Ephraïm (Batuque). O conjunto da tropa beneficiaria do apoio dos vocalistas Mavuela Somo, Bimi Ombale (que começou na bateria), Anto Evoloko Atshuamo, Gina Efonge e Mbuta Mashakado assim como Meridjo, na bateria. Em 1974, o vocalista Bozi Boziana viria integrar o grupo.
Estão aí os jovens que sem descanço, fizeram da selva um campo de terreno fértile que a música de Zaiko Langa-Langa semeou. A lavra foi e ficou prodigiosa, os fanáticos podem testemunhar.
O espaço de um olhar, vamos abrir a mala de segredos onde as lembranças e as músicas simbólicas delimitam a história deste grupo mítico.
Zaiko foi o grito de união de todos aqueles que queriam mudar o mundo doce, calmo sem violência nem revolução, este argumento não é novo.
Em 1970, enquanto efervecia o festival de Woodstock, Zaiko Langa-Langa, o porta-voz da juventude congolesa, verdadeiro símbolo de tempo, foi ao mesmo tempo a cabeça, a barriga, o coração e a luz na obscuridão da vida de todos aqueles que não foram compreendidos pelos adultos no Congo-Kinshasa
O Lugar de Zaiko no Mundo Musical
Não se pode falar da música no mundo, sem evocar a música dos "blacks", sem fazer alusão à música Africana. As realidades do Mercado de discos neste último tempo, monstram a predominância da música congolesa moderna pelo renome dos seus vocalistas ou músicos e pelo volume ou quantia de produção.
E não se pode falar desta música congolesa sem falar da contribuição incontestável do conjunto musical Zaiko langa-langa (um stilo de guitarra que caracteriza a terceira escola, uma maneira de animar, de uso da bateria, a introdução de orgão, um êxito social de músicos e artistas que fizeram deste grupo ou aqueles que foram feitos por Zaiko)
Desde a sua criação em 1969, ZAIKO LANGA-LANGA, a terceira escola da música Congolesa, é hoje um património nacional, sucedeu dignamente ao African Jazz de Kabasele Tshamala « Grand Kallé » e ao TP OK JAZZ do « Grande Mestre » Luambo Makiadi « Franco ».
As primeiras incursões no domínio fonográfico, em 1971, foram o evento, com títulos como: "La Tout Neige" (N'yoka Longo), "Mosinzo" (Teddy Sukami), "Pauline" (Papa Wemba), "Francine Keller" (Evoloko). Com o tempo, os sucessos multiplicaram-se
Palmares
- 1973 : Melhor orquestra do Zaïre
- 1974 : Melhor orquestra do Zaïre, a música "Eluzam", melhor do ano e Evoloko, melhor vedeta
- 1976 : Melhor orquestra do Zaïre, a música « Nalali Pongi » de N'yoka longo, melhor do ano
- 1977 : Participação de Manuaku Waku, Likinga, N'yoka Longo e Mbuta Mashakado na
orquestra nacional do Zaïre no FESTAC 77 (Festival de Artes Negros) de Lagos na Nigéria
- 1979 : Melhor orquestra do Zaïre, « Sentiment Awa » de N'yoka Longo premiada melhor música do ano
- 1980 : « Fièvre Mondo » é plebiscitado melhor música do ano e o autor Evoloko, melhor vedeta
- 1986 : Zaiko classifica-se em segundo lugar, depois do grupo Kassav, no referendo RFI
- 1991 : A música « Exil » de Adamo Ekula é premiada melhor música do ano
- 1992 : Melhor orquestra do Zaïre pela Associação dos crónicos da música do Zaïre (ACMZA)
- 1999 : Passagem ao festival de Cannes em França
- 2000 : Plebiscitada melhor orquestra do século da música congolesa moderna
Dansas
Dansas também populares como as músicas acompanharam este êxito:
- 1971 : Levole - Nguabin
- 1972 : Six Motoba
- 1973 : Cavacha (Kwempa - Tambour - Mundial)
- 1974 : Cavacha (Wondostock), Choquez (Pamba Pamba ye)
- 1975 : Choquez (Pasola - Pas de Kamamyola - Siatapata)
- 1977 : Choquez (Siatapata Lokolo), Washa Washa
- 1978 : Washa Washa (Sodoma), Sonzo
- 1979 : Disco Tara, Pusa Bango, Tindika
- 1980 : Volant Guidon
- 1981 : Funky
- 1982 : Zekete Zekete
- 1987 : Mahia 0 - Mahia Swede
- 1988 : Madiaba
- 1990 : Mayebo
- 1991 : Etutana
- 1995 : Othsule
- 1997 : Ndombolo
- 1998 : Cimetiere Kintambo
- 1999 : Amakamba
- 2001 : Zembe